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"- Posso te fazer uma pergunta?
- Faz ae.
- E se nós nunca nos abraçarmos?
- Isso não vai acontecer.
- Por que?
- Eu não ia te contar agora mas eu estou juntando dinheiro pra ir te ver.
- Sério? E quanto já tem? 50 centavos?
- Bom, eu tenho dinheiro suficiente pra ir te ver, só falta você falar o dia.
- E tu acha que minha família vai aceitar numa boa?
- Se eles não aceitarem, eu te encontro escondido todos os dias.
- Tu é maluco.
- Sou maluco por você, isso sim.
- Isso pode dar problema pra mim mô, tu sabe como meus pais são.
- Eu posso tentar conquistar seus pais, aliás, você sabe que eu sou capaz de tudo por você.
- Vou tentar contar primeiro pra minha mãe que estou namorando à 8 meses com um garoto que nunca vi…
- Você acha que ela vai aceitar numa boa?
- Minha mãe? Ela vai simplesmente dar a louca, mas por você eu à encaro.
- E o sogrão?
- Vai falar um monte…
- Se você quiser eu posso falar com ele quando eu chegar ai.
- Faz assim, vou te ligar e colocar minha mãe pra falar contigo, e depois que ela conversar com você a gente conta pro meu pai.
- Então tá, ainda bem que não dá pra dar tiro pelo celular, porque né.
- Hahahaha, seu idiota.
Brenda liga pra ele e chama sua mãe. Encabulada pega o celular.
- Alô?
- Oi sogrona tudo bom?
Ela assustada com que o garoto disse pergunta para Brenda:
- Quem é esse moleque?
- Mãe ele vai te explicar, só conversa com ele.
Ela já sem paciência pergunta:
- Quem é que tá falando?
- Eu sou o Gustavo, tenho 16 anos, amo muito sua filha e queria perguntar se a senhora deixaria eu namorar a Brenda?
- Ama é? Hm, onde você mora?
- Eu sou do Acre, muito longe da Brenda, mas mesmo assim eu continuo amando ela… E se a senhora não aceitar nosso namoro eu fujo com ela.
- Garoto, tu acha que ta falando com quem? Eu mal te conheço. Fugir com minha filha? Mora no Acre? Tu pode ser um pedófilo, proíbo minha filha falar com você.
- A senhora não pode fazer isso, e eu não sou pedófilo, só tô tentando fazer sua filha feliz e não importa as circunstâncias.
- Quero te conhecer mais, pode combinar com ela o dia que vão se encontrar.
- Sério? Oh meu Deus. Eu já tenho o dinheiro aqui pro avião, só não vai ser o suficiente pra eu pagar um hotel.
- Tudo bem, quando você vir a gente decide isso. Sua mãe está de acordo?
- Sim, ela sabe de tudo.
- Ok, vou passar o celular pra Brenda e depois vou conversar com o pai dela.
- Tchau sogrona, muito obrigado, você está realizando o sonho da minha vida.
Ela dá o celular pra Brenda.
- Amor?
- Oi Brenda, viu? Vai dar tudo certo.
- Eu espero, estou tão feliz, tu nem imagina.
- Não vejo a hora de poder te abraçar.
- Acho que quanto de abraçar, não vou querer soltar mais."
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